Outubro 2, 2006
O poder de observar
Ela foi trabalhar
O tempo certamente traz preguiça e lembrança
Há um onibus que vai e volta
Meia suja no pé que pede conforto
Entao ela se ajeita esquentando
Joelho esfolado, resultado de uma imitaçao
Simples e aconchegante
Simples
Como o cheiro do café
Requinte no peito
Sofisticado e doce, limpido
O frio tira o autorama da caixa e espalha o Lego
Bagunça a foto e colore o chao, tela abstrata
Entre o cobertor e a diversao está um tapete quente
E a duvida entre os prazeres
Primeiro o da obrigaçao
Se enche com a simplicidade do cheiro de manteiga
Se enche com o requinte de um sorriso infantil
Luzes e sons sobre a vida
O pao vem antes do tenis
E a pasta antes da blusa
Com o cabelo pronto
A rua nao é mais só imaginaçao
É porto de sonhos, diversao
O frio é aliado do receio dos anteriores
Vencidos pela desobediencia da bondade
Pé-por-pé pro café
Desguarda o pé
Sobre fé
Educado por um passaro
Foi ele quem assistiu para a vitoria
Sem mençao honrosa, ficou de costas
Sentiu a gloria em sorrisos
Desconectado
Alheio? Nao!
Por educaçao viajou ao seu destino
E assim que o céu muda fica obvia a necessidade de sujar a meia por dentro
Medo de chuva
Mas nunca do perigo
Se um relampago assusta, o bandido é facilmente vencido
Ainda que traga borrachas
Somente nao se brinca com o lapis cinza
Guarda a gritaria no peito
E guarda na caixa os brinquedos
Se guarda na caixa branca
Toca o interruptor
Guarda a luz
Pra que exploda uma pela cabeça
Uma criança a criar doçura
Historias cativantes com palavras que bailam
Radiantes
Arrumado o quarto
Senta na cama
Peito pra cima
nao vou mais capturar...
Existem cenas maravilhosas pra ilustrarem quadros
Criança posa pros olhos do céu!
CHAREMPS |
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