Novembro 8, 2006 Tudo ar
Cravou-se o dedo, algo tao brutal
Cravou no peito, foto no jornal
Quem te ensinou tao cedo a implorar?
Quem te deu o céu como um teto e o chao como cama num lar?
E entao vivemos sambas-enredo
O veneno rosa que nos fez cruzar
Meu olho tranquilo, o seu ingrato
Meu pé culpado, o seu trabalho
Tudo igual
O que nos difere é a nossa fome!
Doce na ponta do dedo
Sal na beirada do estomago
Quem nos educou tao milimetricamente a nao olhar
Pra tudo aquilo que parece tao sujo ou vulgar
Entao vivemos terrores e medos
O antidoto negro nos fez separar
O odio faz do amor algo tao invalido
A fé e a discrença disputando o espaço
Tudo igual
aparece ou logo some!
Tudo igual
O que nos difere é a nossa fome!
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CHAREMPS |
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