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Novembro 29, 2007

Aquela gente
Nos olhos daquela gente um mar
Salgado por angustia e medo
Tudo nos olhos daquela gente

Nos olhos daquela gente um lago
Que há amor suave e adocicado
Morando nos olhos daquela gente.

A mão daquela gente se junta
A palma se cola e se levanta ao céu
Leva a fé e traz do infinito o amor

Na mão daquela gente as unhas estão comidas
Estão os dedos todos cruzados e tremendo
Socando o ar, seja por amor ou dor.

Na ponta do pé daquela gente uma pedrinha
Chutada como uma bola
As vezes como lamento

A sola do pé daquela gente é gasta
Virada em tabua de tanto pular
Cansada de andar para e nunca cansar.

No corpo de toda aquela gente ha somente duas cores
E como é monocromatico o amor desse povo
E como esse povo ama

No corpo daquela gente os movimentos são ensaiados
Remam sempre juntos pro mesmo lado
E essa gente jamais pensa em parar.

Na garganta dessa gente há um nó
Superado pela vontade insuperavel de cantar
O canto daquela gente sempre ecoa alto demais

A voz dessa gente é ativa
Sózinha empurra camisas
O canto de amor daquela gente realmente tem vida.




Sofredores fiéis por amor.
Isso não é escolha, é somente o destino.
A dor e a delicia de ser inteiramente o que se é.
Cravado no peito pela vida toda, não há escolha.

Sofrer, chorar, cantar, pular, sorrir, amar.
Nunca abandonar o amor entregue. Por que se ama, profundamente.


Nos olhos daquela gente o amor é a coisa mais profunda.
Na mão levantada ao céu a fé é a coisa mais profunda.


Até domingo!
(obrigado por existir, Corinthians)

CHAREMPS Comments:




Novembro 27, 2007

Fragmentos
Uma caixa de lapis de cor é o lugar da minha cabeça
Lá tudo permanece colorido aconteça o que aconteça
E quando tudo parece sem luz fazendo com que desapareça
É que vem as canetinhas brillhantes e liberta a mente presa

É verdade que eu to dando um pouquinho de mim
Um pouquinho pra uma coisa escura parecida com o fim
Mas quando me perguntam se eu ainda posso sorrir
É claro que eu respondo e é claro que sim

Quando eu olho pro céu ele não é mais claro como antes
Mas quando eu misturo as tintas ele muda num instante
Tudo por que eu trago a cor do céu berrante
E misturo com as nuvens branca-azuis brilhantes

Na verdade o que me encanta é a fantasia
De poder transformar as cores do dia
E fazer desse quadro uma grande sinfonia
Pra poder assinar como Mr Magico Alegria






Na noite passada
Choveu
Eu vi tudo na escuridão do olho fechado
Quando eu abri
O vidro estava manchado.


Só podia ser a minha cabeça explodindo!

CHAREMPS
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Novembro 23, 2007

cambalhota
O palhaço arranca riso do rosto.
O palhaço arranca a preocupação do rosto.
Ele não pára.
O palhaço não da pausa para a barriga, que vibra.
Esquece da dor um pouco
Esquece e põe um sorriso no rosto.


O palhaço acorda cedo, já sem maquiagem.
Imaginando uma viagem às estrelas.
E sorri
Ri mas afoga as magoas e as contas em cerveja.
Acorda cedo, de noite, de madrugada.
Ainda nem clareou mas o palhaço já é rei palhaçada.


Vai pelo caminho dessa gente.
Toma o caminho dessa gente.
E faz via crucis ser mais sorridente.


O metro é uma palhaçada
Onibus lotado é uma palhaçada
O meu salario é uma palhaçada.
O que é isso?
Não faça isso!
Não pensem nisso.
Tudo bem que só rindo...
Mas essa risada é diferente daquelas.
Essa não é arrancada.
Jamais vai virar gargalhada.
Não. Definitivamente não.


E ha quem ainda leve essa fantasia por baixo do terno, do uniforme.
Explode.
Colore.
E ha quem jamais colabore, amargurado.
Como que amargurado pode começar com amar?
Podiar ser "odiargurado" não?
Têm-se a mania de misturar as coisas, trança-las num nó.

Palhaçada arranca risada mas isso hoje é nada.


E o dia passa.
E o espetaculo da vida se perde.
Frio, calculista e veloz.
O tempo é algoz do palhaço.

Enfeitado de gente ele retorna a sua casa e sobe a tenda.
Rasga padroes e uniformes.
Abre portões.
Convoca multidões.

E cambalhotas.


Cambalhota!

Precisa falar mais?
Ou você ainda não riu só de pronunciar isso?

O palhaço deu uma cambalhota!




.
Deu uma cambalhota e caiu debaixo do chuveiro.
O silencio solidão arrancou choro.
O a cambalhota do palhaço foi substituida pela televisão.



Mas ele nunca pára
Não da pausa para a barriga, que vibra.
A cambalhota do palhaço nunca pára.
Arranca riso, risada, gargalhada!


CHAREMPS
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Novembro 13, 2007

extraordinario
Pode um olhar tão extraordinario olhar
Se tornar algo tão comum?
Pode uma feição tão apaixonada
Se tornar tão sem forma e apatica?

Eu tenho perguntas
Que o coração responde
Elas são como olhares infantis
Mas ele esta tão perdido. Tão perdido.

Pode um sonho se tornar verdade
Enquanto se dorme pra escapar da realidade?
E quem não sabe viver
Será que vai ter coragem pra entender o que é morrer?

E eu tenho um coração
Que me faz perguntas
Elas são como provocações
Eu preciso de mais tempo. Mais tempo.


Eu tenho meu caminho.
Eu estou no meu tempo.
Eu sei, vou ver...
...as minhas estrelas vão brilhar.

Por que o vento me viu passando.
Um olhar tão magico não pode estar assim
Eu preciso fundir primavera e outono
O vento precisa ir.




CHAREMPS
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CHAREMPS