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joao henrique
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novembro 04
Janeiro 22, 2008 Entre janela e porta
Na beirada da porta a luz entra torta
Dançam a luz e o vento
Suaves.
Tranquilizados pelo silencio do tranquilizante.
Na beirada da porta a luz entra torta.
Danifica a paralisação do movimento
Cheios de sombras.
Contornos externos infiltram-se.
Toca o interruptor com a ponta do dedo
Vira ligado
Vira desligado.
Misturam-se às ondas, as piscadas
Insinuantes
Flechas velozes e correntes
Que quando se consomem, inspiram.
Que quando explodem, criam show.
Indo para a beirada da porta onde a luz entra torta.
Põe em cor de coração um ambiente.
Sejam engolidas, luzes e sons
Ruidos e tons.
Tempo de viagem. Mergulho no vinho frizado.
A luz entra torta pela porta e sai quadrada pela janela.
Amarela.
Varre o vinho pulsante, o vinho frizado
Derruba o cigarro
Pressiona-o contra o vento que vara a luz que sai quadrada.
Atravessa a sala e escapa pela porta trazendo batida.
Feito
fumaça
Há uma magia alojada na intuição
O poderoso magico, mestre sr. da situação
Cria infinitos instruindo a destruição
No maravilhoso abismo entre dedo e mão
A exploração de cada sentimento
Num mergulho apaixonado, um limpido momento
O dono da memoria vive em esquecimento
A quarta dimensão exposta em entretempo.
Eu serei pra sempre a sua fumaça
O seu vapor de agua
Não importa o que faça
Dentro da nave clara da garoa
A agua umidece o coração de uma garota
O dedo iluminado toca numa boa
Desenha toda a asa e por ela voa
Ponta lapis de cor, um mundo mais bonito
Eu sei o que fazer pra deixar colorido
Não há olhar que não fique mais limpo
É só sentir entrar carinho infinito
Eu serei pra sempre a sua fumaça
O seu vapor de agua
Não importa o que faça
Vento explode em trombada
O ar é dança rara
Fumaça, troca cor
Imaginação do amor
Ilusão, momento flor
Exposição de cor
Fumaça já voou
Fora
Apague a luz e faça o silencio
As minhas luzes vão dançar por dentro
Suspire, Respire e sopre
Quando eu transpor seu sentimento
Vou testar o que faz o vento
Me voar sem julgamento
O Sol, atmosfera e terra
Ao realizar o rompimento
Veja o mundo estando fora dele. Fora de tudo.
Veja voce mesmo estando fora. Fora de tudo.
Fora.
Fora de tudo.
Eu não duro mais que um verso
Sentado na linha pendurada no universo
Entre, qualquer, tudo
Não há agua pra ficar submerso
Aqui tem a luz que eu quero
Suavidade pra ser sincero
Sozinho, triste e feliz
Lado de fora não é para o correto
Veja o mundo estando fora dele. Fora de tudo.
Veja voce mesmo estando fora. Fora de tudo
Fora.
Fora de tudo.
Há um tempo pra sentir-se fora
Abster-se de todos minutos em todas horas
Rompendo a pelicula do universo
Eu estou voando por fora
Veja o mundo estando fora dele. Fora de tudo.
Veja voce mesmo estando fora. Fora de tudo
Fora.
Fora de tudo.
CHAREMPS |
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