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Abril 25, 2008

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CHAREMPS Comments:




Abril 18, 2008

pé por pé

Esta rua não é mais do que um tunel de asfalto sob luzes.
O que pisca e o que não pisca na calçada não me faz mais criativo.
Eu andando nessa rua não sou mais do que um homem prestativo
E sem juizo!
Sob o destino bruto do mais liso tipo que não é voar sem risco.
Me tornei um atrativo objetivo.

Como castigo eu me crio sem nunca pensar
Que o caminho em que eu existo insiste em castigar

E eu vou pra rua, pro lugar que luz da sua lua possa me atropelar.


Pra transformar toda realidade de uma rua sem saida
Eu cavo no céu um buraco pra chamar de minha avenida
Vou trafegar num barco alado colorido por uma seringa fria.

E é óbvio que eu não sei mais nada!

A injustiça amarga de nunca saber
Te enfeitiça como um mistério que você não vê
Te consome e te derrete mas faz perceber
Como quando é demente inconsequente, e momentaneamente decadente.
Cansado mentalmente eu jamais criaria
Mais um verso ou uma idéia que demonstre aquela mesma alegria
Nem propagaria
Tudo aquilo que eu não sei ou nunca saberia.

E é óbvio que eu já sei de tudo!

Um estalo na cabeça e eu me levantei
Explode o tempo, explode o mundo e seca a água que eu tomei.
Se eu sonhei, ou se eu vivi. Eu já não sei.


E é óbvio que eu sou uma dúvida!


CHAREMPS
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Abril 10, 2008

O tal sujeito nobre
Ponha uma palavra sua fora
Deixe que ela vá embora
Assim, sem nenhum por que.

Tanto faz agora Se naquela hora Não se fez valer.

No espaço erguido pro sorriso prometido
Um ruido limpo, branco e cinza em degradê

Tentiva doce De trazer a tona O que é demode.


Explode e parece pó
A tudo cobre.
Na graganta nó por estar só
Sem o tal sujeito nobre.


E teu olhar pra fora posto?
Teu sabor sem gosto?
Sorriso sem dente?

Só quer mais um pouco De um amor tão fosco Mas também carente.

Navio do mar com outro horizonte
A gota leve transmite fonte
Deixa mais breve o que é claro

Pois é tão facil Se apaixonar Por um sorriso raro.


CHAREMPS
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