Março 30, 2009
Diariamente
Estive pesquisando.
Não encontrei sequer uma vez em que o domingo tenha sido seguido por um sábado ou até mesmo uma quarta-feira.
Nenhuma vez em toda a história da humanidade.
Sempre a dura sequência domingo-segunda.
E isso acontece, não por acaso, com todos os outros dias.
Secos, ordinarios e em uma fila que nunca muda.
Não há rodizio, há rotina.
Diariamente.
Os acontecimentos se sucedem.
Repetidamente, repentinamente.
Num paradoxo comum e surpreendente.
Diariamente a gente acorda
Muitas vezes com a corda no pescoço.
Em outras a gente nem acorda
E não é por que a gente morreu não
É por que o sono nem chegou.
E se isso acontece diariamente...
...vira problema, vira insonia.
Para os que dormem, diariamente o relogio desperta
O olho se aperta no rosto pra não abrir.
A remela não é a mesma de ontem
Mas diariamente esta ali.
Diariamente é duro
E raramente o café da manhã vai além do pão com manteiga.
Na sequencia tem gente pendurada na porta indo para.
E o dinheiro alto gasto no metrô é para o prazer do swing
De diariamente enfrentar fila pra pagar
Fila pra entrar
Fila pra ficar
Fila pra sair.
Fila pra entrar no final da fila.
Uma fila inteira de versos sobre fila.
É ai que a gente pula, diariamente, a perna do mendigo na rua.
E atravessa a rua pra não topar com o aquele em maus trajes.
Assim que se separa moedinhas para aquele que poderia estar matando ou roubando, mas que esta ali simplesmente pedindo.
Diariamente.
Mas a sensação do abuso absurdo tornou-se comum por aqui.
Presente na mente e no diario da gente, diariamente.
Coerente.
Assim...quando a segunda sobrepõe o domingo.
Quando ela chega...
...Ela nada faz a não ser esperar pela terça.
Que espera pela quarta.
Até que venha a quinta.
E tudo funciona, constantemente.
Como uma máquina.
Como a gente. Nós!
Que diariamente vemos tudo. Todos os abusos absurdos.
Normalmente.
Acontecendo diariamente.
CHAREMPS
Comments:
Março 12, 2009
Chuva: vilã da poluição.
Todos os dias em São Paulo nos deparamos com termos como poluição atmosférica, clima, índice de qualidade e umidade do ar. Entretanto não é sempre que colocamos nossa atenção nesses termos que são fundamentais para a saúde pública paulistana. Pior que isso, vivemos reclamando de um fator que é essencial para a melhora de nossas condições climáticas e de saúde: a chuva.
No séc XVIII, a Revolução Industrial através da queima do carvão mineral fez com que o ser - humano passasse a conviver com a poluição de maneira mais intensa. Os efeitos danosos deste progresso em cidades industrializadas como São Paulo são assustadores. Isso por que a todo momento toneladas dos mais diversos poluentes são despejados no ar e isto causa problemas a todos os seres.
A poluição além de prejudicar todo o ecossistema já destruído pelas inúmeras ações do homem, tem levado milhares de pessoas aos hospitais com problemas respiratórios. Bronquite, rinite alérgica, alergias e asma são as principais doenças causadas pela poluição. Observa-se Monóxido e Dióxido de Carbono como os poluentes mais comuns. O Monóxido de Carbono (CO) é um gás altamente tóxico que se inalado em grandes quantidades pode até causar a morte por asfixia. Já o Dióxido de Carbono (CO2) apesar de ser importante no processo de fotossíntese das plantas, quando em grande quantidade ocasiona o Efeito Estufa e o aquecimento global.
É nesse cenário em que a chuva se faz importante. Ela dispersa esses poluentes e "lava" a atmosfera. A chuva age da seguinte maneira: acima do nível de condensação, ela funciona como agente agregador, capturando as partículas como núcleos de condensação. Esses núcleos ajudam na formação da chuva, pois a colisão entre as pequenas gotículas tendem a aumentar e criar gotas cada vez maiores que não conseguem manter-se flutuando na atmosfera e precipitam-se em forma de chuva.
Uma vez em precipitação, inicia-se a remoção por carregamento. O processo é basicamente o mesmo, mas ocorre abaixo do nível de condensação. Nesta situação temos a chuva lavando e carregando para longe da atmosfera o material particulado que ela consegue reter. Diminuindo portanto a quantidade de poluentes no ar e aumentando a umidade.
Essa compreensão num momento de transição de estações em São Paulo é altamente relevante. Isso por que passamos de um período com chuva para um sem. No outono, a umidade do ar baixa dos 20% quando o recomendável pela Organização Mundial de Saúde esta entre 50% e 80%. A troca do verão quente e úmido para o outono e posteriormente o inverno frio e seco, faz com que os paulistanos tenham que conviver diariamente com níveis baixíssimos de qualidade ar e doenças respiratórias, além de suportar a poluição estagnada no ar.
É, portanto, possível classificar a chuva como vilã natural da poluição, principalmente no verão quando o seu volume é maior. No inverno e nas outras estações quando esse volume baixa, a poluição se faz mais presente. E é com essa troca de estação que acontece a nossa mudança de discurso, antes reclamando, para depois desejando mais chuva.
(essa matéria deveria vir com uma entrevista que eu ainda não consegui. se rolar, eu publico)
CHAREMPS
Comments:
Março 5, 2009
Voando
Onde quer que eu vá, eu vou voando
Quando me olham no olho, eu to voando
Se alguém me procura no chão, eu to voando
Se alguém achar que eu to alto é por que eu to voando.
É verdade que eu nunca andei de avião mas nunca foi por medo ou tensão de não ter o pé no chão. Eu tenho noção de como deve ser ver uma nuvem crescer mas não me imagino com a concentração em querer descer disso, ja que estar no alto é como ter dado um sumiço e ficar alado ao lado do paraiso, a sensação. Vendo tudo ficando pequeno lá baixo e pensar que eu vou acabar debaixo disso tudo sem opção, me motiva na pesquisa de ver o mundo voando ou na contra-mão. Eu passo um tempo pensando e é facil me ver viajando indo pra outro lugar longe daqui. Se eu não aprendi voar ja sei como é me sentir flutuando e isso eu descobri buscando estar sempre lá em cima, entando no clima de estar desligado da gravidade e quando eu trago isso pra rima me faz lembrar de uma menina que me deixa sem ar. Foi com ela que eu aprendi a voar?
Onde quer que eu vá, eu vou voando
Quando me olham no olho, eu to voando
Se alguém me procura no chão, eu to voando
Se alguém achar que eu to alto é por que eu to voando.
Se eu olho pela janela do oitavo andar da minha casa eu imagino como seria andar com asa la pelo alto. Surge como ideia critiva o salto mas isso seria o assalto da minha vida e eu não passo nem perto de ter uma mente suicida de fato. Só queria me sentir sem gravidade. Na verdade eu quero é mais frio na barriga ja que eu continuo insatisfeito com o ato e o efeito de um encaixe perfeito. O empate é o conceito que eu trago no peito e a arte que eu levo dentro é a que coloco dentro da outra parte. Que entende que se eu to insatisfeito com esse voo é por que eu quero chegar em Marte e em todo o espaço. E é por isso que eu faço sempre mais e peço com classe pra que Deus faça do céu a minha base e não me abaixe nunca mais do limite do mundo. Não é um pedido absurdo. Eu tava voando bem alto quando pedi e foi por isso que Ele escutou tudo e respondeu com a cabeça dizendo que sim. E é por isso que eu to explodindo brilhos como se fosse um cometa sem fim.
Onde quer que eu vá, eu vou voando
Quando me olham no olho, eu to voando
Se alguém me procura no chão, eu to voando
Se alguém achar que eu to alto é por que eu to voando.
Apaga a luz, ela seduz e eu vou pra cima muito além do teto. O clima é o certo e eu me acerto pra ver se to sonhando mas só me espeto quando sinto a ponta da estrela mais alta encostando. Eu to voando e sei que você ta também. Descobri que voar a dois faz muito mais que bem. Eu to a cem centimetros do infinito e sinto a metros muitos do chão. É bonito voar com coração. Reflito sobre essa sensação e explico pras nuvens com a mão fazendo carinho no rosto lindo que me chama atenção. Diga tchau pra terra e pro mau que faz a guerra agora. Encerra isso com um choro que é sorriso por que o céu te espera. Vamos embora! É assim que se explora o amor em outra esfera. Já é hora, é outra era em que se vive voando a vera.
CHAREMPS
Comments:
Março 4, 2009
Aos 48 do segundo tempo
Se não for sofrido não serve!
Não mesmo!
Só pode ser assim pra quem vive desse jeito!
Tem que ser no ultimo minuto, chorado, quando ninguém mais acredita que existe alguma possibilidade de dar certo.
Menos pra nós.
Sempre se vai até o final, até o ultimo instante. Mesmo quando a luta é tão dura. Mesmo que em algumas vezes até seja em vão tentar, nunca vai dar pra entender o significado da palavra desistir.
E quando da certo. Lá no final. Na raça, na vontade, na marra, passando por cima de tudo que se coloque na frente...
...quando tudo isso é menor, quando da certo...
...o que surge só pode ser um grito de felicidade.
Se fosse uma historia de amor se gritaria "eu te amo"
Se fosse uma partida épica de futebol se gritaria "é gol"
Se fosse uma um embate por melhor no mundo se gritaria "vencemos"
Como é tudo isso junto...
Eu grito "Glauber"
Na marra, na raça, muleque! Por que ta no seu signo de corintiano.
Na raça, na marra e no seu talento brilhante.
Na sua inteligencia capaz de te por num caminho otimo pra se seguir!
Vai Glauber! Vai não pára de lutar!
São Jorge vai te ajudar.
É você que esta "A Procura da Felicidade"
HappYness!
E que contraste mais maneiro que é ter a felicidade sofrida.
Que estreia de Ronaldo o que?
A noticia do dia hoje é você!
2009 fenomenal!
CHAREMPS
Comments: